Você é meu ser divisível e contraditório,
que seduz com um sorriso e encanta com um olhar.
Divisível por vagar em pensamentos e se
remeter a outros lugares, pelo olhar perdido de alguém que quer algo que foi
separado, mas que deixou sobras que machucam seu peito infame.
Contraditório por brigar com a própria
consciência entre o querer e o fazer, entre o ser e o ter, entre o deixar e o
continuar.
O encanto que se desfez e deixou marcas profundas,
a vontade de apagar o sonho desfeito, de ter a varinha de condão e deixar a
vida novamente perfeita como era antes, de ver o brilho que a vida possuía junto
à dona do seu coração.
Percebo como é difícil competir com suas
memórias, lembranças, momentos e muito mais com a saudade estampada no seu
jeito.
Sou mais o anjo que protege e acalenta do
que aquela que supri e satisfaz, sou a luz nos dias escuros, a companhia quando
o mundo parece desmoronar a mão que acaricia quando seu coração quer chorar.
Paro e me pergunto até quando será
divisível, até quando continuara brigando com seu próprio desejo de dizer a
ela:
- Eu te amo, não vá embora simplesmente
fique e me ensine a recomeçar.
São
Paulo, 18 de Março de 2014.
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